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06/06/2014

Na França, empresas pagam para funcionários irem de bike ao trabalho







 

Usar a bicicleta como meio de transporte resulta em benefícios nas mais diversas áreas. Conscientes disso, muitos países europeus têm incentivado a população a trocarem os carros pelas bikes. Na França, por exemplo, novos ciclistas chegam a receber apoio financeiro para manterem o hábito.

A experiência começou há seis meses, conforme noticiado pela agência Reuters. Esta tem sido uma tentativa comum entre os europeus para melhorar a saúde das pessoas, reduzir os níveis de poluição e, principalmente, a dependência dos combustíveis fósseis.

Além dos franceses, ações do mesmo tipo ocorrem na Holanda, Dinamarca, Alemanha, Bélgica e Grã-Bretanha, cada um com seu modelo de incentivo específico. Em alguns casos ocorre redução nos impostos, apoio financeiro para a compra de uma bicicleta e até mesmo o pagamento feito por quilômetro rodado.

A iniciativa francesa conta com o apoio de empresas privadas. Ao todo, companhias que empregam dez mil pessoas já se inscreveram no projeto, se comprometendo a pagar 25 centavos de euro a cada quilômetro rodado por seus colaboradores no trajeto casa-trabalho.

Na última segunda-feira (2), o ministro dos Transportes na França, Frederic Cuvillier garantiu que experiências ainda maiores serão feitas. Ele ainda explicou que espera aumentar em 50% os deslocamentos feitos em bicicleta, através destes incentivos. O país pretende ter, pelo menos, 2,4% de todas as viagens diárias entre a casa e o trabalho sendo feitas pelo meio de transporte alternativo.

Os resultados obtidos na Bélgica comprovam que os incentivos são realmente eficientes. O país não cobra impostos sobre bicicletas há mais de cinco anos, em contrapartida, 8% dos deslocamentos são feitos em bikes. Na Holanda o percentual chega a 25%, principalmente, pela estrutura que o país oferece.











 



 
 
Fonte: ciclovivo










19/04/2014

Doença do coração é associada à falta de vitamina D, revela estudo




Um estudo realizado pela American College of Cardiology avaliou 1.484 pacientes e constatou que 32% deles sofrem com a doença arterial coronariana (aterosclerose) e apresentaram níveis baixos de vitamina D.

O nível de vitamina considerado baixo foi de 20 ng/ml, sendo o recomendado entre 35 e 55 ng/ml no sangue. Ainda, doentes com taxas inferiores a 10 ng/ml resultou no aumento progressivo da doença cardíaca.

A carência da vitamina também foi notada em 70,4% dos pacientes submetidos à angiografia coronariana, exame de imagem usado para analisar a fluidez do sangue através das artérias do coração.

A função da vitamina D no organismo é determinante para a adequada absorção do cálcio. E ainda age no sistema imunológico, com as funções de proteger os órgãos e impedir a perda de massa muscular.

O armazenamento de gordura na parte interna da artéria contribui para que o coração receba menos sangue e oxigênio, processo chamado de arterosclerose. Essa gordura consiste no acúmulo de colesterol, cálcio e outras substâncias no sangue.

O nutrólogo Dr. Celso Cukier, do Hospital do Coração, explica que a vitamina D é facilmente metabolizada pela emissão da luz do sol. "É recomendada a exposição de aproximadamente 20 minutos por dia, antes das 10h e após as 16h. Outras fontes são alimentos como leite, peixes, ovos, queijo e carnes", complementa o Dr. Cukier.

Por outro lado, o médico recomenda cautela para quem deseja buscar suplementos de vitamina D. "Isso deve ser feito apenas com orientação médica", alerta. O excesso da vitamina pode causar hipertensão e problemas renais.















 
 
Fonte: ciclovivo.com.br









22/03/2014

3 frutas do outono que podem ser totalmente aproveitadas












Vitaminas, sais minerais, fibras, água e antioxidantes – as frutas do outono têm propriedades milagrosas, tanto para a saúde (evitando os resfriados, comuns nesta época do ano), como para a beleza (diminuindo o envelhecimento da pele). Boa parte das cascas destes alimentos também pode ser consumida, principalmente em doces e sucos.

Abacaxi

Comum em quase todas as épocas do ano, o abacaxi também aparece nos meses que antecedem o inverno. A fruta regula o colesterol, acelera a cicatrização e concentra altas taxas de vitamina C, betacaroteno e minerais.


Com as cascas do abacaxi, é possível preparar conservas, doces e também um chá, capaz de melhorar quadros de resfriados, gripes e doenças respiratórias que se alastram mais facilmente nestes meses. Ao preparar a bebida, troque o açúcar pelo mel – além de ser natural, a substância tem mais eficácia no tratamento caseiro das indisposições do sistema respiratório.







 

Mamão

A fruta é um milagroso remédio para o sistema digestivo. Muito rico em fibras, o mamão regula o funcionamento do intestino e previne constipações e prisão de ventre. Além disso, devido ao fato de ter altas concentrações de ácido fólico, a fruta ajuda a manter os ossos fortes e previne a osteoporose.


De acordo com a revista Health, o mamão ajuda no tratamento da sinusite, pois contém bromelina, uma substância que diminui o muco e a inflamação. Assim como o abacaxi, as cascas do mamão também podem ser aproveitadas no preparo de doces.








 

Goiaba

Excelente aliada à prevenção de gripes e resfriados, a goiaba é um dos alimentos que mais concentram vitamina C – superando em quatro a cinco vezes os níveis encontrados na laranja. Além disso, a fruta é uma excelente fonte de fósforo, vitaminas, sais minerais e ferro.


Consumir duas ou três goiabas por dia pode ser uma boa saída para quem deseja largar o cigarro – já que os altos níveis de vitamina C neutralizam os efeitos da nicotina. A goiaba tem índices mínimos de gordura, e, por isso, não deve preocupar as pessoas que fazem dietas.

Assim como as frutas que o CicloVivo listou, a goiaba pode ser usada em totalidade – suas cascas podem dar origem a sucos e até pudins e biscoitos caseiros.










Fonte: ciclovivo.com.br










15/03/2014

Paris terá transporte grátis este fim de semana



 

 

 
O passe livre nos transportes públicos está garantido este final de semana em Paris. A gratuidade, também pleiteada em várias cidades do Brasil, foi concedida devido aos alarmantes níveis de poluição na capital francesa, agravados pelo trânsito intenso e pelo grande número de automóveis circulando pelas vias da cidade. Além disso, os serviços de compartilhamento de bicicletas e carros elétricos também serão gratuitos até as medições de poluição abaixarem.

 
 
O secretário de transportes Jean-Paul Huchon anunciou que todos os meios de transporte público serão gratuitos durante o final de semana, com objetivo de incentivar as pessoas a deixarem seus carros na garagem para se locomover pela cidade. Por lá, além de a concentração de material particulado na atmosfera indicar níveis cada vez maiores, a população vem enfrentando dias quentes e secos, que não são comuns nesta época do ano.

 
 
Enquanto as autoridades em transportes fazem esforços para reduzir o número de carros nas ruas, a maioria dos especialistas relaciona a intensificação da poluição com o aumento das temperaturas e com a baixa umidade relativa do ar. Nos últimos três dias, a qualidade do ar atingiu críticos índices na capital francesa, e, segundo a Agência Ambiental Europeia, esta é a pior onda de poluição enfrentada pela França desde 2007.

 
 
No final do ano passado, uma medida implantada na metrópole baixou o limite de velocidade para alguns automóveis e ainda proibiu a circulação de caminhões por Paris. Segundo a INFO, o governo francês estuda a possibilidade de impor severas restrições aos veículos que mais poluem o ar.
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 

 
 

 

Fonte: ciclovivo.com.br
 
 
 
 
 
 
 
 
 

28/02/2014

Brasil lidera uso de agrotóxicos no mundo, mas apenas 13 vegetais são inspecionados













O Brasil é o maior consumidor de agrotóxicos do mundo. Como se isso não fosse o bastante, a fiscalização sobre o uso desses defensivos abrange uma quantidade muito pequena de culturas, o que coloca a saúde da população e os recursos naturais em risco.
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) avaliou amostras de apenas 13 vegetais no ano de 2012 – clique aqui para ver as análises completas. No mesmo período, os Estados Unidos e a União Europeia contaram com uma lista de 300 análises, feitas pela Food and Drugs Administration (FDA), nos EUA, e pela European Food Safety Authority, na Europa. Além disso, 22 dos agrotóxicos mais comuns em território nacional são proibidos pelos dois órgãos estrangeiros.












Entre os alimentos mais contaminados estão frutas e vegetais altamente consumidos por brasileiros, como cenoura, alface, laranja, arroz, tomate, pimentão, morango e soja, que é a cultura que mais utiliza agrotóxicos.
O impacto disso é sentido diretamente na saúde da população. Os trabalhadores rurais que lidam com os defensivos agrícolas na lavoura estão diretamente expostos, mas as pessoas que comem esses alimentos também estão, já que, não importa qual seja o cuidado com a lavagem, é impossível se livrar dos pesticidas previamente usados no plantio.



Em entrevista à revista Galileu, o doutor em Saúde Pública, Wanderley Pignati, explicou que não existe uso seguro para os agrotóxicos, mesmo que eles sejam aprovados pelos órgãos responsáveis. Ele ainda caracteriza o uso destes fertilizantes como uma contaminação intencional, que deveria ser considerada crime doloso, em que existe a intenção de cometê-lo.



Pignati explica que as consequências do agrotóxico no organismo podem ser: câncer, problemas neurológicos, má formação fetal e desregulação endócrina. Além disso, também existe todo o impacto que eles podem causar à natureza. Os alimentos de origem animal, como carnes, ovos, leites e outros industrializados não são sequer examinados quanto ao teor de agrotóxico presente em sua composição. A estimativa da Organização Mundial da Saúde é de que, anualmente, 20 mil pessoas morrem em consequência da exposição e contaminação por agrotóxicos.
 

















 
 
Fonte: ciclovivo.com.br










27/02/2014

BRF PÕE À VENDA BATAVO E ELEGÊ






A companhia estuda alternativas para sua unidade de lácteos, formada por marcas como Batavo e Elegê.

Uma das opções seria "a formação de parcerias ou a alienação parcial de tais ativos a terceiros", disse em comunicado. Para isso, a empresa até já teria contratado o banco Itaú-BBA para buscar possíveis interessados nos ativos como a Danone, Nestlé e Lactalis, além de fundos de private equity, segundo informações do Exame.

Atualmente, a unidade representa 10% do faturamento da BRF, cerca de R$ 3 bilhões por ano, e responde por 10,7% do market share de lácteos, de acordo com dados Nielsen. Até o momento, a companhia não comentou a contratação do banco.
 















 
 
Fonte: Portal Giro News




















Foi lançado ontem, na sede da Associação dos Avicultores de Minas Gerais (Avimig), em Belo Horizonte, o selo "Criação de Aves sob Controle". A expectativa é de que as industrias avícolas adotem o selo tanto em campanhas publicitárias como na rotulagem dos produtos. O objetivo é levar ao consumidor informações que mostrem que o frango produzido no país é um alimento seguro, dentro dos mais rigorosos padrões de qualidade e, principalmente, sem hormônios.

O selo surge, segundo a Avimig, como uma forma de esclarecimento, por conta de uma publicidade equivocada veiculada em canal aberto de televisão. A propaganda dizia que uma determinada marca de frango congelado seria a única do país a utilizar ave sem hormônio, disseminando a falsa ideia de que as outras marcas utilizariam substâncias ilegais nas carnes, causando danos à saúde. Diante do fato, no início do mês o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) autorizou às indústrias avícolas a utilizarem a frase "Sem uso de hormônio, como estabelece a legislação brasileira" nos rótulos dos produtos.

Criado pela empresa Sob Controle Consultoria e Capacitação, o selo traz informações importantes para orientar o consumidor na hora de escolher o produto. De acordo com o diretor da empresa, Nelmon Oliveira da Costa, o selo será uma campanha educativa de esclarecimento ao consumidor sobre o sistema de criação de aves no Brasil.

"As empresas que o utilizarem estarão atestando que a produção é de qualidade e que atende a padrões rigorosos. Nossa ideia é que as empresas sejam mais audaciosas e mostrem, através do uso do selo, que cumprem todos os parâmetros de qualidade exigidos pelos órgãos de fiscalização oficiais", disse Costa. Segundo ele, o consumidor saberá que o setor avícola produz carne sem a utilização de hormônios e conservantes, como estabelece a legislação federal, e cumprindo etapas rigorosas que vão desde as granjas até o abate e processamento das aves.

De acordo com a Avimig, no Brasil há um rígido controle sanitário promovido anualmente pelo Mapa, por meio do Programa Nacional de Controle de Resíduos e Contaminantes (PNCRC), com análises sobre a ocorrência de resíduos nos produtos. Desde a implantação, nunca foram registradas ocorrências de uso de substâncias ilegais, como por exemplo hormônios. No último levantamento, foram feitas 3,7 mil análises, com produtos que seriam vendidos nos mercados interno e externo, e todos estavam dentro dos padrões exigidos.

No selo, virão especificados os padrões de produção das granjas, que incluem o melhoramento genético, o efetivo controle dos programas sanitários, a nutrição adequada e o bem-estar animal. Também serão divulgadas informações sobre o abate, cujas regras incluem inspeção sanitária oficial, boas práticas de manipulação, rastreabilidade e garantia de qualidade.

Para o presidente da Avimig, Antônio Carlos Vasconcelos Costa, o lançamento vem em um momento oportuno. "A campanhas publicitárias de empresas do segmento de avicultura deveriam informar à população brasileira que não são utilizados hormônios e conservantes na produção da carne de frango produzida no Brasil de maneira geral, e não favorecendo a uma marca anunciante", disse Vasconcelos, em nota de esclarecimento.

Ainda de acordo com o presidente da Avimig, a transparência com o consumidor é fundamental. " importante que haja maior transparência entre o setor e os consumidores. Por isso, o papel da associação é apoiar e contribuir para que as industrias adotem o selo. Com isso, o esforço de todo um setor, que vem se adequando há muitos anos, será reconhecido", disse.


Pif Paf - Uma das primeiras empresas mineiras que irão adotar o selo é a Rio Branco Alimentos S/A, proprietária da marca Pif Paf. De acordo com o gerente de relações institucionais, Cláudio Almeida Faria, o selo já deve ser incluído em março nas campanhas publicitárias e posteriormente nas embalagens, já que a modificação dos rótulos deve ser aprovada pelo Ministério da Agricultura.

"O selo vai saltar aos olhos dos consumidores e proporcionar aos mesmos maior segurança em relação aos produtos.  importante que a empresa assuma para o consumidor que o produto é de alta qualidade e que ele terá segurança alimentar", disse.





















Fonte: diariodocomercio.com.br
















25/02/2014

Faber-Castell promove reciclagem de material escolar gratuita










Todo início de ano, estudantes do país inteiro voltam às aulas com materiais escolares novos. São milhares de lápis, canetas, borrachas, lapiseiras e marcadores, entre outros, que substituem aqueles que não são mais utilizados e, anualmente, são descartados no lixo. Preocupada com a destinação correta dos resíduos de instrumentos de escrita, a Faber-Castell, em parceria com a TerraCycle, promove pelo segundo ano consecutivo a ação "Faxina nos Armários".


Participar é fácil: basta algum responsável pela escola cadastrá-la na Brigada de Instrumentos de Escrita Faber-Castell no site da TerraCycle. Os alunos e professores devem juntar os materiais de escrita para serem descartados e levá-los para as suas escolas no início do ano letivo. Podem ser enviados todos instrumentos de escrita tais como lápis, lápis de cor, lapiseiras, canetas, canetinhas, borrachas, apontadores, destaca texto, marcadores permanentes e marcadores para quadro branco, de qualquer marca, que não funcionem mais ou estejam quebrados. A segunda edição da "Faxina nos Armários" irá premiar os dez times que mais coletarem até o dia 30 de abril. Entre os diversos prêmios estão 55 mil pontos bônus que podem ser revertidos em doações (cada ponto equivale a R$ 0, 01) para uma escola ou fundação sem fins lucrativos.












Além de colaborar com a redução de lixo através da reciclagem, o participante do programa "Faxina nos Armários", ou dos times de coleta da Brigada de Instrumentos de Escrita Faber-Castell junta pontos, que são convertidos em uma doação em dinheiro para as próprias escolas ou entidades sem fins lucrativos escolhidas pelos times. No ano passado, a ação promoveu a reciclagem de 36 mil instrumentos de escrita de diversas marcas. O vencedor foi o Colégio Cenecista Pedro Antônio Fayal, de Itajaí (SC), que coletou aproximadamente 6 mil unidades e foi premiado com materiais escolares.

Qualquer pessoa pode montar um time de coleta de instrumentos de escrita para serem reciclados. Basta se cadastrar gratuitamente no site da TerraCycle, juntar os produtos e enviar sem custo pelo correio. Quem se cadastra pode formar um time de coleta com outras pessoas em casa, na empresa, na escola ou mesmo um grupo de amigos. Para cada 12g de resíduos (o que equivale ao peso de um lápis ou uma caneta), são doados R$ 0,02 para uma escola ou organização sem fins lucrativos, escolhida pelo próprio time de coleta.






Além de ser um programa gratuito de reciclagem, as brigadas são uma excelente oportunidade para arrecadar fundos para as escolas, incentivar a coleta de resíduos, e é uma ótima oportunidade de inserir a educação ambiental na sala de aula. No site da Terracycle e nas redes sociais, os professores podem encontrar o passo a passo de objetos feitos a partir daquilo que viraria lixo.

 

 

 

 

 

Fonte: ciclovivo.com.br








21/02/2014

Nunca antes na história deste país: a destruição da política ambiental no Governo Dilma








Quase no fim do seu mandato, a presidente Dilma Rousseff instaurou um processo de destruição da política ambiental brasileira nunca visto após a redemocratização do país. E para muitos o retrocesso ambiental é a marca do governo Dilma.

Em 2012, presenciamos a aprovação da reforma do Código Florestal, mesmo diante de protesto e posicionamento contrários de especialistas. No novo Código Florestal, Lei nº. 12.651/12, com algumas alterações feitas pela Lei 12.727/12, os grandes desmatadores são anistiados, e desobrigados de recompor a área desmatada. Eles não precisarão ter florestas em topos de morro e encostas, terão (apenas) 15 metros ao redor de nascentes, e dependendo do tamanho da propriedade não precisarão ter mata ciliar ao largo dos pequenos rios.


Após a sanção do Código Florestal, em mais de 90 municípios as áreas de reserva legal caíram de 80% para menos de 50%. Áreas consideradas até o momento como sendo de preservação permanente, com os igapós e várzeas, que juntas chegam a mais 400 mil km², deixaram de ser consideradas APPs. Além disso, nascentes de rios intermitentes poderão ser desmatadas.

As Unidades de Conservação (UCs) também foram alvos desse processo de destruição da política ambiental. Em janeiro de 2012, a Presidente Dilma Rousseff publicou a Medida Provisória (MP) nº 558, que reduzia a área de sete Unidades de Conservação na Amazônia. A MP nº 558 virou lei, sob o número 12.678/2012, e reduziu em 86 mil hectares as áreas de conservação para acomodar a implantação das hidrelétricas de Jirau, Santo Antônio e Tabajara, em Rondônia, e do complexo hidrelétrico do Tapajós, no Pará.

Além de reduzir as áreas das Unidades de Conservação já existentes, o governo tem entravado o processo de regulamentação de novas UCs. Segundo um levantamento feito pela ONG ISA (Instituto Socioambiental), existem ao menos 14 processos para criação de UCs, montados pelo Instituto Chico Mendes, órgão federal responsável pelas unidades. Metade desses processos se refere à mata atlântica, o bioma mais destruído e um dos menos protegidos do país.

O Jornal Folha de São Paulo, entrevistou alguns funcionários do Instituto Chico Mendes, que afirmaram que processos como esses estão parados no Ministério do Meio Ambiente e na Casa Civil. Eles não são levados adiante por decisão política, e não técnica, dizem.
O IBAMA teve seu poder de fiscalização reduzido através da Lei Complementar 140/2011. Pela Lei, ao IBAMA caberá apenas atuar nas áreas onde poderá fazer licenciamento. Estes constam no Artigo 7. Entre eles estão os localizados em Áreas de Conservação instituídas pela União, nas terras indígenas, em áreas de caráter militar, em áreas destinadas a pesquisas, entre outras.

O mais recente ataque foi a Resolução nº 457 do Conselho Nacional do Meio Ambiente (CONAMA). Tal resolução permite que cada cidadão brasileiro obtenha a posse legalmente até 10 animais silvestres de origem ilegal, vindo até mesmo do tráfico, mediante preenchimento de um "termo de depósito".

Em nota o Conselho Federal de Medicina Veterinária (CFMV), afirmou ser contrário a Resolução nº 457 do CONAMA. Segundo o CFMV, a resolução irá banalizar o tráfico de animais silvestres, estimulando a impunidade. O CFMV, como representante dos mais de 100 mil profissionais da Medicina Veterinária e da Zootecnia em todo o País, cobra um posicionamento do Governo Federal para que os esforços no combate ao tráfico e na proteção da fauna brasileira não sejam negligenciados, finaliza a nota.

O Conselho Federal de Biologia – CFBio, também publicou nota se posicionando contrário a Resolução do CONAMA. Para CFBio, a resolução pode incentivar ainda mais o tráfico de animais silvestres. "Cremos que o documento não atende a realidade e nem a expectativa da sociedade brasileira sobre a gestão, manejo e uso sustentável da fauna silvestre, além de servir de incentivo para a perda da diversidade biológica e de risco para a saúde pública", afirma o Conselho na nota.

Enquanto a população brasileira vai as ruas clamar pela democratização da democracia, e exigir participação nas decisões sobre os rumos do país. O governo Dilma tem traçado um caminho contrário, tem negligenciado as vozes dos ambientalistas, da população e dos especialistas. Tem instaurado um processo de destruição da política ambiental, que pode ser irreversível.

Em 2009, a então ministra Dilma, que chefiava a delegação brasileira na COP15, disse que, "o meio ambiente é, sem dúvida nenhuma, uma ameaça ao desenvolvimento sustentável". O que na época foi considerado um ato falho, e agora com pouco mais de dois anos e meio de governo da presidente Dilma, mostra ser uma verdade. Para o governo da presidente Dilma Rousseff o meio ambiente é uma ameaça a sua política de desenvolvimento.
 















 
 
 
Fonte: essetalmeioambiente.com










20/02/2014

Água, saneamento e energia: contas pendentes








Nações Unidas, 20/2/2014 – Quando vencer o prazo para os Objetivos de Desenvolvimento do Milênio (ODM), em 2015, haverá uma omissão grave: milhões de pessoas continuarão sem água potável, saneamento e eletricidade em suas casas. Conscientes dessa falta, os 193 membros da Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU) realizaram uma reunião de alto nível de dois dias, encerrada ontem, para abordar esses três temas com relação à próxima agenda mundial de desenvolvimento que substituirá os ODM.

 
Especialistas em água têm sérias dúvidas de que esses objetivos sejam alcançados até o próximo ano, a menos que haja uma drástica aceleração de esforços, particularmente na Ásia meridional e na África subsaariana.

 
Um informe da ONU afirmava em 2012 que a meta de reduzir pela metade a proporção de pessoas que vivem sem água potável fora alcançada e beneficiava mais de dois bilhões de seres humanos. Porém, atualmente há 327 milhões de subsaarianos a mais do que em 1990 sem acesso a este serviço, disse à IPS o diretor de programas internacionais da organização WaterAid, com sede em Londres, Girish Menon. Nesse passo, essa região africana só poderá alcançar a referida meta em 2030, ressaltou.

 
Ao falar, no dia 18, perante os delegados, o presidente da Assembleia Geral, John Ashe, descreveu a magnitude do problema com dados concretos: 783 milhões de pessoas vivem sem água potável, 2,5 bilhões não têm saneamento adequado e 1,4 bilhão carecem de eletricidade. "Para agravar essa situação, em muitos países do planeta existe um severo estresse hídrico e escassez de água", afirmou. Ashe disse que cerca de 80% da população mundial vive em áreas com graves ameaças à segurança hídrica.

 
Um documento de referência preparado por seu escritório alerta que "conseguir o acesso universal à água potável, ao saneamento básico e aos serviços modernos de energia é um dos grandes desafios multifacetários do desenvolvimento que o mundo enfrenta hoje".
 
Menon estima que essas carências devem ser contempladas nos novos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), a agenda que substituirá os ODM no próximo ano. "Se os ODS tiverem êxito em erradicar a pobreza sobre uma base sustentável, devem aprender com os fracassos dos ODM e reverter a negligência em matéria de saneamento e higiene", afirmou.

 
Clarissa Brocklehurst, ex-chefe de assuntos de água, saneamento e higiene do Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef), disse à IPS que, "embora os ODM sejam maravilhosos para impulsionar ações, ainda há vários desafios quando se aproxima o prazo de 2015".

 
A meta referente à água foi alcançada, mas ainda não há um monitoramento geral da qualidade do serviço, e as estimativas sobre o número de pessoas que têm água potável se baseia em cálculos de aproximação, como o tipo de tecnologia usada pelas famílias, pontuou Brocklehurst. "Não houve progresso suficiente em saneamento, e estamos atrasados para alcançar a meta dos ODM", acrescentou.

 
A especialista lamentou que o saneamento não faça parte dos ODM e, portanto, não tenha a atenção que merece. "Talvez o mais preocupante seja que os progressos feitos tanto em água como em saneamento estejam muito desiguais", acrescentou.

 
Os moradores de zonas urbanas têm mais probabilidades de contar com água e saneamento do que os que residem em áreas rurais, bem como os ricos têm maior chance de contar com esses serviços do que os pobres. Também há evidência de que, em alguns países, os grupos étnicos marginalizados têm mais probabilidade de depender de fontes de água não melhoradas e de serem obrigados a defecar ao ar livre, acrescentou Brocklehurst.

 
No jargão hídrico, uma fonte melhorada é aquela cuja instalação protege apropriadamente a água da contaminação externa, especialmente da matéria fecal. "No ritmo atual, não conseguiremos a meta mundial de saneamento de 8%, isso representa 500 milhões de pessoas", ressaltou Menon à IPS. Apenas 30% dos africanos subsaarianos contam com adequado saneamento, proporção que aumentou apenas 4% desde 1990. Este lento progresso está atrasando muitas outras metas, alertou.

 
Água, saneamento e higiene são fundamentais para erradicar a pobreza, melhorar a saúde, a nutrição, a educação e a igualdade de gênero, e tudo isso permite o crescimento econômico, observou Menon. "Devido ao alcance do desafio, propomos que seja fixada uma meta mundial concentrada em garantir água sustentada e saneamento para todos", ressaltou.

 
Porém, Brocklehurst advertiu que os progressos constatados em vários ODM mostram um padrão semelhante. As novas metas pós-2015 deveriam ser desenhadas de forma a estimular os governos a considerarem com máxima prioridade os pobres, vulneráveis e marginalizados. A água, o saneamento e a higiene devem ser parte das futuras metas. E essas metas devem ser capazes de criar o impulso para um acesso universal, enfatizou.

 
Segundo Menon, a ajuda internacional para água e saneamento caiu cerca de US$ 1 bilhão entre 2009 e 2011, em parte devido à crise financeira mundial. Embora essa assistência tenha se recuperado em 2012, ainda está na metade do valor necessário para financiar completamente os ODM. A informação dos países em desenvolvimento em água e saneamento não é clara, mas parece que nenhum governo subsaariano cumpriu sequer seu próprio objetivo de destinar 0,5% de seu produto interno bruto a esses setores, apontou Menon.

 
O ativista afirmou que o secretário-geral adjunto da ONU, Jan Eliasson, assumiu a liderança nesses temas, e destacou seu "chamado à ação sobre saneamento" e seus discursos em diversos fóruns internacionais. Por outro lado, acrescentou, a Organização Mundial da Saúde e o Unicef lideraram consultas internacionais para elaborar novas metas para depois de 2015. "A WaterAid apoia ativamente esses esforços e acredita que o acesso universal até 2030 é uma meta ambiciosa mas alcançável", concluiu.

 

Número por número


• 748 milhões de pessoas não têm água limpa. Isto é quase um em cada dez habitantes do planeta;

• 2,5 bilhões de pessoas não têm banheiro adequado. Isto é um em cada três habitantes do planeta;

• Cerca de 700 mil crianças morrem por ano de diarreia causada por água contaminada e falta de saneamento. Isto é quase duas mil crianças por dia.
 
 
 


















 
 
Fonte: WaterAid / envolverde.com.br