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9 de dez de 2015

A Tragédia de Mariana e o desenvolvimento que queremos






A tragédia de Mariana deixa um rastro de lama e destruição que já matou pessoas, contaminou rios, sufocou animais e plantas e se estende para além das fronteiras do estado.
Sem contar que milhares de pessoas sofrerão com a escassez de água devido ao assoreamento e entupimento de nascentes provocados pela lama. O certo é que os impactos ainda serão sentidos por décadas.
Além da consternação pelas vidas humanas e os impactos sobre a biodiversidade e os recursos hídricos, há duas sinalizações importantes neste lamentável episódio. Uma aponta para a necessidade de se rever os processos de licenciamento ambiental de grandes empreendimentos no país.
No momento em que diversas iniciativas no Congresso Nacional tentam flexibilizar e simplificar o licenciamento, a tragédia de Marina vem advertir sobre a necessidade de uma discussão mais qualificada sobre o tema para, inclusive, conferir uma desejável celeridade a alguns processos que atrasam obras urgentes em infraestrutura. Celeridade, no entanto, não deverá ser nunca sinônimo de discutido, da mesma forma que os lentos processos atuais não se têm traduzido em robustez das licenças.
Ao se solidarizar com as vítimas desse desastre, o WWF-Brasil propõe que os mecanismos de licenciamento no país sejam discutidos, sim, mas com vistas ao seu aprimoramento. A agilidade no processo de licenciamento deve estar, obrigatoriamente, vinculada à qualidade dos estudos de impacto ambiental e ao estrito cumprimento das condicionantes para a liberação das licenças. O controle social de todas as etapas do licenciamento poderá garantir transparência e eficiência aos sistemas de licenciamento, sejam eles no âmbito da União, estados e municípios.
O outro aspecto que o episódio de Mariana suscita diz respeito aos riscos e impactos da atividade de mineração. A atividade tem papel importante na balança de exportações brasileira, gera empregos e ajuda a aquecer a economia nacional. No entanto, é preciso considerar que qualquer atividade econômica com grande potencial de impactos ambientais precisa se dar sob os mais estritos sistemas de planejamento, controle e prevenção de riscos.
O modelo de desenvolvimento que se quer para o Brasil não pode negligenciar a cadeia de impactos sociais e ambientais das grandes obras.
O Congresso Nacional discute neste momento o novo Código de Mineração, que deve rever as regras do setor. A sociedade civil, por meio da ONGs, e os cientistas precisam ser ouvidos neste debate, hoje restrito apenas às perdas e ganhos econômicos da União, estados, municípios e empresas.
Defendemos que o debate se dê também sob a perspectiva das salvaguardas socioambientais. Sem a total transparência e ampla participação social no debate deste tema, podemos correr o risco de vermos repetirem-se semelhantes tragédias.
Fonte:  WWF Brasil / Envolverde
Foto: Elvira Nascimento

6 de jun de 2014

Na França, empresas pagam para funcionários irem de bike ao trabalho







 

Usar a bicicleta como meio de transporte resulta em benefícios nas mais diversas áreas. Conscientes disso, muitos países europeus têm incentivado a população a trocarem os carros pelas bikes. Na França, por exemplo, novos ciclistas chegam a receber apoio financeiro para manterem o hábito.

A experiência começou há seis meses, conforme noticiado pela agência Reuters. Esta tem sido uma tentativa comum entre os europeus para melhorar a saúde das pessoas, reduzir os níveis de poluição e, principalmente, a dependência dos combustíveis fósseis.

Além dos franceses, ações do mesmo tipo ocorrem na Holanda, Dinamarca, Alemanha, Bélgica e Grã-Bretanha, cada um com seu modelo de incentivo específico. Em alguns casos ocorre redução nos impostos, apoio financeiro para a compra de uma bicicleta e até mesmo o pagamento feito por quilômetro rodado.

A iniciativa francesa conta com o apoio de empresas privadas. Ao todo, companhias que empregam dez mil pessoas já se inscreveram no projeto, se comprometendo a pagar 25 centavos de euro a cada quilômetro rodado por seus colaboradores no trajeto casa-trabalho.

Na última segunda-feira (2), o ministro dos Transportes na França, Frederic Cuvillier garantiu que experiências ainda maiores serão feitas. Ele ainda explicou que espera aumentar em 50% os deslocamentos feitos em bicicleta, através destes incentivos. O país pretende ter, pelo menos, 2,4% de todas as viagens diárias entre a casa e o trabalho sendo feitas pelo meio de transporte alternativo.

Os resultados obtidos na Bélgica comprovam que os incentivos são realmente eficientes. O país não cobra impostos sobre bicicletas há mais de cinco anos, em contrapartida, 8% dos deslocamentos são feitos em bikes. Na Holanda o percentual chega a 25%, principalmente, pela estrutura que o país oferece.











 



 
 
Fonte: ciclovivo










19 de abr de 2014

Doença do coração é associada à falta de vitamina D, revela estudo




Um estudo realizado pela American College of Cardiology avaliou 1.484 pacientes e constatou que 32% deles sofrem com a doença arterial coronariana (aterosclerose) e apresentaram níveis baixos de vitamina D.

O nível de vitamina considerado baixo foi de 20 ng/ml, sendo o recomendado entre 35 e 55 ng/ml no sangue. Ainda, doentes com taxas inferiores a 10 ng/ml resultou no aumento progressivo da doença cardíaca.

A carência da vitamina também foi notada em 70,4% dos pacientes submetidos à angiografia coronariana, exame de imagem usado para analisar a fluidez do sangue através das artérias do coração.

A função da vitamina D no organismo é determinante para a adequada absorção do cálcio. E ainda age no sistema imunológico, com as funções de proteger os órgãos e impedir a perda de massa muscular.

O armazenamento de gordura na parte interna da artéria contribui para que o coração receba menos sangue e oxigênio, processo chamado de arterosclerose. Essa gordura consiste no acúmulo de colesterol, cálcio e outras substâncias no sangue.

O nutrólogo Dr. Celso Cukier, do Hospital do Coração, explica que a vitamina D é facilmente metabolizada pela emissão da luz do sol. "É recomendada a exposição de aproximadamente 20 minutos por dia, antes das 10h e após as 16h. Outras fontes são alimentos como leite, peixes, ovos, queijo e carnes", complementa o Dr. Cukier.

Por outro lado, o médico recomenda cautela para quem deseja buscar suplementos de vitamina D. "Isso deve ser feito apenas com orientação médica", alerta. O excesso da vitamina pode causar hipertensão e problemas renais.















 
 
Fonte: ciclovivo.com.br









22 de mar de 2014

3 frutas do outono que podem ser totalmente aproveitadas












Vitaminas, sais minerais, fibras, água e antioxidantes – as frutas do outono têm propriedades milagrosas, tanto para a saúde (evitando os resfriados, comuns nesta época do ano), como para a beleza (diminuindo o envelhecimento da pele). Boa parte das cascas destes alimentos também pode ser consumida, principalmente em doces e sucos.

Abacaxi

Comum em quase todas as épocas do ano, o abacaxi também aparece nos meses que antecedem o inverno. A fruta regula o colesterol, acelera a cicatrização e concentra altas taxas de vitamina C, betacaroteno e minerais.


Com as cascas do abacaxi, é possível preparar conservas, doces e também um chá, capaz de melhorar quadros de resfriados, gripes e doenças respiratórias que se alastram mais facilmente nestes meses. Ao preparar a bebida, troque o açúcar pelo mel – além de ser natural, a substância tem mais eficácia no tratamento caseiro das indisposições do sistema respiratório.







 

Mamão

A fruta é um milagroso remédio para o sistema digestivo. Muito rico em fibras, o mamão regula o funcionamento do intestino e previne constipações e prisão de ventre. Além disso, devido ao fato de ter altas concentrações de ácido fólico, a fruta ajuda a manter os ossos fortes e previne a osteoporose.


De acordo com a revista Health, o mamão ajuda no tratamento da sinusite, pois contém bromelina, uma substância que diminui o muco e a inflamação. Assim como o abacaxi, as cascas do mamão também podem ser aproveitadas no preparo de doces.








 

Goiaba

Excelente aliada à prevenção de gripes e resfriados, a goiaba é um dos alimentos que mais concentram vitamina C – superando em quatro a cinco vezes os níveis encontrados na laranja. Além disso, a fruta é uma excelente fonte de fósforo, vitaminas, sais minerais e ferro.


Consumir duas ou três goiabas por dia pode ser uma boa saída para quem deseja largar o cigarro – já que os altos níveis de vitamina C neutralizam os efeitos da nicotina. A goiaba tem índices mínimos de gordura, e, por isso, não deve preocupar as pessoas que fazem dietas.

Assim como as frutas que o CicloVivo listou, a goiaba pode ser usada em totalidade – suas cascas podem dar origem a sucos e até pudins e biscoitos caseiros.










Fonte: ciclovivo.com.br










15 de mar de 2014

Paris terá transporte grátis este fim de semana



 

 

 
O passe livre nos transportes públicos está garantido este final de semana em Paris. A gratuidade, também pleiteada em várias cidades do Brasil, foi concedida devido aos alarmantes níveis de poluição na capital francesa, agravados pelo trânsito intenso e pelo grande número de automóveis circulando pelas vias da cidade. Além disso, os serviços de compartilhamento de bicicletas e carros elétricos também serão gratuitos até as medições de poluição abaixarem.

 
 
O secretário de transportes Jean-Paul Huchon anunciou que todos os meios de transporte público serão gratuitos durante o final de semana, com objetivo de incentivar as pessoas a deixarem seus carros na garagem para se locomover pela cidade. Por lá, além de a concentração de material particulado na atmosfera indicar níveis cada vez maiores, a população vem enfrentando dias quentes e secos, que não são comuns nesta época do ano.

 
 
Enquanto as autoridades em transportes fazem esforços para reduzir o número de carros nas ruas, a maioria dos especialistas relaciona a intensificação da poluição com o aumento das temperaturas e com a baixa umidade relativa do ar. Nos últimos três dias, a qualidade do ar atingiu críticos índices na capital francesa, e, segundo a Agência Ambiental Europeia, esta é a pior onda de poluição enfrentada pela França desde 2007.

 
 
No final do ano passado, uma medida implantada na metrópole baixou o limite de velocidade para alguns automóveis e ainda proibiu a circulação de caminhões por Paris. Segundo a INFO, o governo francês estuda a possibilidade de impor severas restrições aos veículos que mais poluem o ar.
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 

 
 

 

Fonte: ciclovivo.com.br
 
 
 
 
 
 
 
 
 

28 de fev de 2014

Brasil lidera uso de agrotóxicos no mundo, mas apenas 13 vegetais são inspecionados













O Brasil é o maior consumidor de agrotóxicos do mundo. Como se isso não fosse o bastante, a fiscalização sobre o uso desses defensivos abrange uma quantidade muito pequena de culturas, o que coloca a saúde da população e os recursos naturais em risco.
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) avaliou amostras de apenas 13 vegetais no ano de 2012 – clique aqui para ver as análises completas. No mesmo período, os Estados Unidos e a União Europeia contaram com uma lista de 300 análises, feitas pela Food and Drugs Administration (FDA), nos EUA, e pela European Food Safety Authority, na Europa. Além disso, 22 dos agrotóxicos mais comuns em território nacional são proibidos pelos dois órgãos estrangeiros.












Entre os alimentos mais contaminados estão frutas e vegetais altamente consumidos por brasileiros, como cenoura, alface, laranja, arroz, tomate, pimentão, morango e soja, que é a cultura que mais utiliza agrotóxicos.
O impacto disso é sentido diretamente na saúde da população. Os trabalhadores rurais que lidam com os defensivos agrícolas na lavoura estão diretamente expostos, mas as pessoas que comem esses alimentos também estão, já que, não importa qual seja o cuidado com a lavagem, é impossível se livrar dos pesticidas previamente usados no plantio.



Em entrevista à revista Galileu, o doutor em Saúde Pública, Wanderley Pignati, explicou que não existe uso seguro para os agrotóxicos, mesmo que eles sejam aprovados pelos órgãos responsáveis. Ele ainda caracteriza o uso destes fertilizantes como uma contaminação intencional, que deveria ser considerada crime doloso, em que existe a intenção de cometê-lo.



Pignati explica que as consequências do agrotóxico no organismo podem ser: câncer, problemas neurológicos, má formação fetal e desregulação endócrina. Além disso, também existe todo o impacto que eles podem causar à natureza. Os alimentos de origem animal, como carnes, ovos, leites e outros industrializados não são sequer examinados quanto ao teor de agrotóxico presente em sua composição. A estimativa da Organização Mundial da Saúde é de que, anualmente, 20 mil pessoas morrem em consequência da exposição e contaminação por agrotóxicos.
 

















 
 
Fonte: ciclovivo.com.br










27 de fev de 2014







Foi lançado ontem, na sede da Associação dos Avicultores de Minas Gerais (Avimig), em Belo Horizonte, o selo "Criação de Aves sob Controle". A expectativa é de que as industrias avícolas adotem o selo tanto em campanhas publicitárias como na rotulagem dos produtos. O objetivo é levar ao consumidor informações que mostrem que o frango produzido no país é um alimento seguro, dentro dos mais rigorosos padrões de qualidade e, principalmente, sem hormônios.

O selo surge, segundo a Avimig, como uma forma de esclarecimento, por conta de uma publicidade equivocada veiculada em canal aberto de televisão. A propaganda dizia que uma determinada marca de frango congelado seria a única do país a utilizar ave sem hormônio, disseminando a falsa ideia de que as outras marcas utilizariam substâncias ilegais nas carnes, causando danos à saúde. Diante do fato, no início do mês o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) autorizou às indústrias avícolas a utilizarem a frase "Sem uso de hormônio, como estabelece a legislação brasileira" nos rótulos dos produtos.

Criado pela empresa Sob Controle Consultoria e Capacitação, o selo traz informações importantes para orientar o consumidor na hora de escolher o produto. De acordo com o diretor da empresa, Nelmon Oliveira da Costa, o selo será uma campanha educativa de esclarecimento ao consumidor sobre o sistema de criação de aves no Brasil.

"As empresas que o utilizarem estarão atestando que a produção é de qualidade e que atende a padrões rigorosos. Nossa ideia é que as empresas sejam mais audaciosas e mostrem, através do uso do selo, que cumprem todos os parâmetros de qualidade exigidos pelos órgãos de fiscalização oficiais", disse Costa. Segundo ele, o consumidor saberá que o setor avícola produz carne sem a utilização de hormônios e conservantes, como estabelece a legislação federal, e cumprindo etapas rigorosas que vão desde as granjas até o abate e processamento das aves.

De acordo com a Avimig, no Brasil há um rígido controle sanitário promovido anualmente pelo Mapa, por meio do Programa Nacional de Controle de Resíduos e Contaminantes (PNCRC), com análises sobre a ocorrência de resíduos nos produtos. Desde a implantação, nunca foram registradas ocorrências de uso de substâncias ilegais, como por exemplo hormônios. No último levantamento, foram feitas 3,7 mil análises, com produtos que seriam vendidos nos mercados interno e externo, e todos estavam dentro dos padrões exigidos.

No selo, virão especificados os padrões de produção das granjas, que incluem o melhoramento genético, o efetivo controle dos programas sanitários, a nutrição adequada e o bem-estar animal. Também serão divulgadas informações sobre o abate, cujas regras incluem inspeção sanitária oficial, boas práticas de manipulação, rastreabilidade e garantia de qualidade.

Para o presidente da Avimig, Antônio Carlos Vasconcelos Costa, o lançamento vem em um momento oportuno. "A campanhas publicitárias de empresas do segmento de avicultura deveriam informar à população brasileira que não são utilizados hormônios e conservantes na produção da carne de frango produzida no Brasil de maneira geral, e não favorecendo a uma marca anunciante", disse Vasconcelos, em nota de esclarecimento.

Ainda de acordo com o presidente da Avimig, a transparência com o consumidor é fundamental. " importante que haja maior transparência entre o setor e os consumidores. Por isso, o papel da associação é apoiar e contribuir para que as industrias adotem o selo. Com isso, o esforço de todo um setor, que vem se adequando há muitos anos, será reconhecido", disse.


Pif Paf - Uma das primeiras empresas mineiras que irão adotar o selo é a Rio Branco Alimentos S/A, proprietária da marca Pif Paf. De acordo com o gerente de relações institucionais, Cláudio Almeida Faria, o selo já deve ser incluído em março nas campanhas publicitárias e posteriormente nas embalagens, já que a modificação dos rótulos deve ser aprovada pelo Ministério da Agricultura.

"O selo vai saltar aos olhos dos consumidores e proporcionar aos mesmos maior segurança em relação aos produtos.  importante que a empresa assuma para o consumidor que o produto é de alta qualidade e que ele terá segurança alimentar", disse.





















Fonte: diariodocomercio.com.br
















25 de fev de 2014

Faber-Castell promove reciclagem de material escolar gratuita










Todo início de ano, estudantes do país inteiro voltam às aulas com materiais escolares novos. São milhares de lápis, canetas, borrachas, lapiseiras e marcadores, entre outros, que substituem aqueles que não são mais utilizados e, anualmente, são descartados no lixo. Preocupada com a destinação correta dos resíduos de instrumentos de escrita, a Faber-Castell, em parceria com a TerraCycle, promove pelo segundo ano consecutivo a ação "Faxina nos Armários".


Participar é fácil: basta algum responsável pela escola cadastrá-la na Brigada de Instrumentos de Escrita Faber-Castell no site da TerraCycle. Os alunos e professores devem juntar os materiais de escrita para serem descartados e levá-los para as suas escolas no início do ano letivo. Podem ser enviados todos instrumentos de escrita tais como lápis, lápis de cor, lapiseiras, canetas, canetinhas, borrachas, apontadores, destaca texto, marcadores permanentes e marcadores para quadro branco, de qualquer marca, que não funcionem mais ou estejam quebrados. A segunda edição da "Faxina nos Armários" irá premiar os dez times que mais coletarem até o dia 30 de abril. Entre os diversos prêmios estão 55 mil pontos bônus que podem ser revertidos em doações (cada ponto equivale a R$ 0, 01) para uma escola ou fundação sem fins lucrativos.












Além de colaborar com a redução de lixo através da reciclagem, o participante do programa "Faxina nos Armários", ou dos times de coleta da Brigada de Instrumentos de Escrita Faber-Castell junta pontos, que são convertidos em uma doação em dinheiro para as próprias escolas ou entidades sem fins lucrativos escolhidas pelos times. No ano passado, a ação promoveu a reciclagem de 36 mil instrumentos de escrita de diversas marcas. O vencedor foi o Colégio Cenecista Pedro Antônio Fayal, de Itajaí (SC), que coletou aproximadamente 6 mil unidades e foi premiado com materiais escolares.

Qualquer pessoa pode montar um time de coleta de instrumentos de escrita para serem reciclados. Basta se cadastrar gratuitamente no site da TerraCycle, juntar os produtos e enviar sem custo pelo correio. Quem se cadastra pode formar um time de coleta com outras pessoas em casa, na empresa, na escola ou mesmo um grupo de amigos. Para cada 12g de resíduos (o que equivale ao peso de um lápis ou uma caneta), são doados R$ 0,02 para uma escola ou organização sem fins lucrativos, escolhida pelo próprio time de coleta.






Além de ser um programa gratuito de reciclagem, as brigadas são uma excelente oportunidade para arrecadar fundos para as escolas, incentivar a coleta de resíduos, e é uma ótima oportunidade de inserir a educação ambiental na sala de aula. No site da Terracycle e nas redes sociais, os professores podem encontrar o passo a passo de objetos feitos a partir daquilo que viraria lixo.

 

 

 

 

 

Fonte: ciclovivo.com.br








20 de fev de 2014

Água, saneamento e energia: contas pendentes








Nações Unidas, 20/2/2014 – Quando vencer o prazo para os Objetivos de Desenvolvimento do Milênio (ODM), em 2015, haverá uma omissão grave: milhões de pessoas continuarão sem água potável, saneamento e eletricidade em suas casas. Conscientes dessa falta, os 193 membros da Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU) realizaram uma reunião de alto nível de dois dias, encerrada ontem, para abordar esses três temas com relação à próxima agenda mundial de desenvolvimento que substituirá os ODM.

 
Especialistas em água têm sérias dúvidas de que esses objetivos sejam alcançados até o próximo ano, a menos que haja uma drástica aceleração de esforços, particularmente na Ásia meridional e na África subsaariana.

 
Um informe da ONU afirmava em 2012 que a meta de reduzir pela metade a proporção de pessoas que vivem sem água potável fora alcançada e beneficiava mais de dois bilhões de seres humanos. Porém, atualmente há 327 milhões de subsaarianos a mais do que em 1990 sem acesso a este serviço, disse à IPS o diretor de programas internacionais da organização WaterAid, com sede em Londres, Girish Menon. Nesse passo, essa região africana só poderá alcançar a referida meta em 2030, ressaltou.

 
Ao falar, no dia 18, perante os delegados, o presidente da Assembleia Geral, John Ashe, descreveu a magnitude do problema com dados concretos: 783 milhões de pessoas vivem sem água potável, 2,5 bilhões não têm saneamento adequado e 1,4 bilhão carecem de eletricidade. "Para agravar essa situação, em muitos países do planeta existe um severo estresse hídrico e escassez de água", afirmou. Ashe disse que cerca de 80% da população mundial vive em áreas com graves ameaças à segurança hídrica.

 
Um documento de referência preparado por seu escritório alerta que "conseguir o acesso universal à água potável, ao saneamento básico e aos serviços modernos de energia é um dos grandes desafios multifacetários do desenvolvimento que o mundo enfrenta hoje".
 
Menon estima que essas carências devem ser contempladas nos novos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), a agenda que substituirá os ODM no próximo ano. "Se os ODS tiverem êxito em erradicar a pobreza sobre uma base sustentável, devem aprender com os fracassos dos ODM e reverter a negligência em matéria de saneamento e higiene", afirmou.

 
Clarissa Brocklehurst, ex-chefe de assuntos de água, saneamento e higiene do Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef), disse à IPS que, "embora os ODM sejam maravilhosos para impulsionar ações, ainda há vários desafios quando se aproxima o prazo de 2015".

 
A meta referente à água foi alcançada, mas ainda não há um monitoramento geral da qualidade do serviço, e as estimativas sobre o número de pessoas que têm água potável se baseia em cálculos de aproximação, como o tipo de tecnologia usada pelas famílias, pontuou Brocklehurst. "Não houve progresso suficiente em saneamento, e estamos atrasados para alcançar a meta dos ODM", acrescentou.

 
A especialista lamentou que o saneamento não faça parte dos ODM e, portanto, não tenha a atenção que merece. "Talvez o mais preocupante seja que os progressos feitos tanto em água como em saneamento estejam muito desiguais", acrescentou.

 
Os moradores de zonas urbanas têm mais probabilidades de contar com água e saneamento do que os que residem em áreas rurais, bem como os ricos têm maior chance de contar com esses serviços do que os pobres. Também há evidência de que, em alguns países, os grupos étnicos marginalizados têm mais probabilidade de depender de fontes de água não melhoradas e de serem obrigados a defecar ao ar livre, acrescentou Brocklehurst.

 
No jargão hídrico, uma fonte melhorada é aquela cuja instalação protege apropriadamente a água da contaminação externa, especialmente da matéria fecal. "No ritmo atual, não conseguiremos a meta mundial de saneamento de 8%, isso representa 500 milhões de pessoas", ressaltou Menon à IPS. Apenas 30% dos africanos subsaarianos contam com adequado saneamento, proporção que aumentou apenas 4% desde 1990. Este lento progresso está atrasando muitas outras metas, alertou.

 
Água, saneamento e higiene são fundamentais para erradicar a pobreza, melhorar a saúde, a nutrição, a educação e a igualdade de gênero, e tudo isso permite o crescimento econômico, observou Menon. "Devido ao alcance do desafio, propomos que seja fixada uma meta mundial concentrada em garantir água sustentada e saneamento para todos", ressaltou.

 
Porém, Brocklehurst advertiu que os progressos constatados em vários ODM mostram um padrão semelhante. As novas metas pós-2015 deveriam ser desenhadas de forma a estimular os governos a considerarem com máxima prioridade os pobres, vulneráveis e marginalizados. A água, o saneamento e a higiene devem ser parte das futuras metas. E essas metas devem ser capazes de criar o impulso para um acesso universal, enfatizou.

 
Segundo Menon, a ajuda internacional para água e saneamento caiu cerca de US$ 1 bilhão entre 2009 e 2011, em parte devido à crise financeira mundial. Embora essa assistência tenha se recuperado em 2012, ainda está na metade do valor necessário para financiar completamente os ODM. A informação dos países em desenvolvimento em água e saneamento não é clara, mas parece que nenhum governo subsaariano cumpriu sequer seu próprio objetivo de destinar 0,5% de seu produto interno bruto a esses setores, apontou Menon.

 
O ativista afirmou que o secretário-geral adjunto da ONU, Jan Eliasson, assumiu a liderança nesses temas, e destacou seu "chamado à ação sobre saneamento" e seus discursos em diversos fóruns internacionais. Por outro lado, acrescentou, a Organização Mundial da Saúde e o Unicef lideraram consultas internacionais para elaborar novas metas para depois de 2015. "A WaterAid apoia ativamente esses esforços e acredita que o acesso universal até 2030 é uma meta ambiciosa mas alcançável", concluiu.

 

Número por número


• 748 milhões de pessoas não têm água limpa. Isto é quase um em cada dez habitantes do planeta;

• 2,5 bilhões de pessoas não têm banheiro adequado. Isto é um em cada três habitantes do planeta;

• Cerca de 700 mil crianças morrem por ano de diarreia causada por água contaminada e falta de saneamento. Isto é quase duas mil crianças por dia.
 
 
 


















 
 
Fonte: WaterAid / envolverde.com.br
















18 de fev de 2014

Ubabef reitera que uso de hormônios na criação de frango é proibido










A União Brasileira de Avicultura (Ubabef) divulgou há pouco nota esclarecendo que toda carne de frango produzida no Brasil dentro do Serviço de Inspeção Federal (SIF) do Ministério da Agricultura é produzida sem uso de hormônios e de conservantes.

A Ubabef reitera na nota que "tanto o uso de hormônios na produção de carne de frango, quanto aditivos como conservantes, são proibidos por legislações do próprio ministério [da Agricultura]". A entidade divulga a nota um dia após o Programa do Faustão, da Rede Globo, ter feito publicidade sobre o frango produzido pela BRF, informando que o produto não tem hormônio.

A BRF tem feito uma agressiva publicidade em jornais e na televisão destacando o processo de produção da ave e ressaltando a não utilização de hormônio. Segundo a Ubabef, o uso de hormônios na criação de frangos é vedada pela Instrução Normativa 17, de junho de 2004.

No início deste mês, o Ministério da Agricultura autorizou o uso da informação sobre o não uso de hormônios no rótulo, numa tentativa de esclarecer o consumidor sobre o mito relativo à utilização do produto. A partir de agora, as empresas produtoras de carne de frango poderão utilizar a seguinte frase: "Sem uso de hormônio, como estabelece a legislação brasileira".

Sem citar o nome da BRF, a Ubabef diz, na nota, que "a intenção das empresas que estão divulgando o não uso de hormônios e conservantes em rede nacional, por meios publicitários, é esclarecer o mercado sobre esses diferenciais do produto brasileiro (...)". E acrescenta: "Nesse sentido, o objetivo da Ubabef com esta nota é adicionar a informação de que toda a carne de frango brasileira é produzida sem uso de hormônios e conservantes."
 
 

















 
 
Fonte: Valor Econômico









16 de fev de 2014

Overbooking, uma prática recorrente das companhias aéreas










Já é até esperado pelo consumidor que, em determinadas épocas do ano, ou mesmo do mês, haja o risco de não haver assento disponível em aeronaves, dada a procura por passagens aéreas. Mas o que dizer da situação em que o consumidor adquire antecipadamente um ou mais assentos e, na hora do embarque, descobre que não há lugar para ele na aeronave? Isso é o overbooking, nome dado à prática de vender mais passagens do que os assentos disponíveis na aeronave.

Trata-se de uma prática recorrente nas companhias aéreas, que sempre contam com dados estatísticos para justificar o overbooking – por exemplo, o volume de no show, ou seja, de pessoas que adquirem passagens para determinados voos, mas não viajam, qualquer que seja o motivo. Todavia, o consumidor nada tem a ver com esse problema, que é da companhia aérea – aliás, a forma como o consumidor pode trocar as datas das passagens aéreas será pauta de outro artigo.

A situação é extremamente grave, pois compromete toda a logística do consumidor. Imaginem a seguinte situação: um consumidor sai em férias com sua família. As férias foram planejadas com antecedência, todos estão ansiosos para chegar ao destino e desfrutar de dias de descanso e laser. Porém, ao chegar ao aeroporto para o check in, é surpreendido com a falta de assento na aeronave. E lá se vai o início das férias, que deveria ser tranquilo e sem estresse, mas se torna um verdadeiro pesadelo!


O que o consumidor deve fazer nesses casos? Primeiramente, deve coletar todas as informações por escrito com a companhia aérea – vale até mesmo reclamações por meio do serviço de atendimento a clientes – SAC – da companhia aérea, sempre anotando data, horário, nome de quem o atendeu e número de protocolo. Deve exigir que a empresa providencie hotel e refeição, caso não consiga acomodá-lo em outra aeronave em um período de até quatro horas. Se houver algum outro prejuízo, como perda de diárias em hotel ou passeios no destino, ou ainda de negociações ou reuniões, no caso de pessoas que viajam a negócios, o consumidor poderá requerer ressarcimento desses prejuízos.

Alguns aeroportos dispõem de Juizados Especiais. Se o consumidor estiver em um deles, vale a pena dirigir-se até lá e formalizar uma reclamação ali mesmo, no momento em que o problema ocorre. Caso isso não seja possível, ou se o consumidor não quiser passar por mãos esse desgaste nesse momento, poderá exigir o ressarcimento posteriormente, formalizando uma reclamação no Procon de sua cidade ou, caso o problema não seja resolvido, ingressando com uma ação judicial.

Vale lembrar que, para causas cujo valor não ultrapasse 20 salários mínimos, o consumidor não precisa de advogado para representá-lo nos Juizados Especiais. Entretanto, se o valor da causa ultrapassar 20 salários mínimos ou se se tratar de uma causa de maior complexidade, será necessária a contratação de um advogado.

É importante que o consumidor obtenha comprovação de todos os prejuízos ocasionados pelo overbooking, como despesas com hotéis e refeições, passeios não efetuados, enfim, todos os prejuízos, materiais ou morais, que experimentou em decorrência de ter podido viajar na data e horário para os quais adquiriu a passagem. Tudo poderá ser ressarcido posteriormente, inclusive os danos morais.

Algumas companhias aéreas oferecem check in antecipado, via Internet ou telefone, por exemplo. Pode ser uma forma de minimizar o risco de overbooking, embora não o elimine completamente. E, caso aconteça, o importante é que o consumidor exija seus direitos, seja no momento da ocorrência do problema, seja posteriormente, via Procon ou Poder Judiciário. E boa viagem!
 















 
 
 
Fonte: consumidormoderno.uol.com.br