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6 de dez. de 2013

Mais de 50% da população mundial não coleta lixo


 
 
 
 
 
Um novo levantamento estima que cada indivíduo produz 270 kg de lixo a cada ano, porém, apenas 15,4% desses resíduos são reciclados.
A informação consta no estudo da Associação Internacional de Resíduos Sólidos (Iswa), divulgado na última semana.
De acordo com os dados apurados, anualmente, a produção mundial é de um bilhão de toneladas de resíduos urbanos. Entretanto, mais da metade da população não tem acesso regular ao serviço de coleta de lixo. Os cálculos dos pesquisadores mostram que é preciso investir 40 bilhões de dólares para resolver esse problema.
Enquanto essa questão for adiada, mais caros ficarão a conta e os prejuízos. Além do fator econômico, pesa ainda mais o problema ambiental, uma vez que, todo esse lixo, é direcionado para os rios, aterros e outros meios inadequados, que contaminam o solo.
A exagerada produção de resíduos deve-se, principalmente, porque a população está se tornando mais economicamente estável, e, consequentemente, consumindo mais, acredita David Newman, presidente da Iswa.
O estudo em questão destaca que, por meio do crowdsourcing, é possível lidar com os entraves mencionados na pesquisa. O termo refere-se a um modelo de produção que aproveita o conhecimento coletivo disponível na internet para criar novas tecnologias e facilitar a resolução de problemas.
"A comunidade global de gerenciamento de resíduos e reciclagem deve se concentrar mais em atividades de crowdsourcing como um meio para fornecer soluções para a falta de dados", afirma o documento. "Experiências documentadas no primeiro ano da pesquisa mostram a necessidade de desenvolver um banco de dados mais concreto, coerente e com apoio científico".
 
 
Fonte: consumidorconsciente.eco.br
 
 
 

Cientistas desenvolvem chip que se dissolve na água

 
 
 
 



A novidade vem da Universidade de Illinois, nos EUA: chips eletrônicos fabricados com seda que se dissolvem completamente na água ou em fluidos corporais. A ideia é quebrar paradigmas e encontrar formas de contribuir para a diminuição de lixo eletrônico que se acumula ao redor do mundo.
A princípio, três áreas de aplicação são estudadas como possibilidade. Primeiro, em implantes médicos, executando funções de diagnóstico por tempo determinado – sendo dissolvidos e reabsorvidos pelo corpo depois de um tempo.
Segundo, podem servir para monitoramento ambiental em situações como um derramamento de produtos químicos – depois de enviar as informações necessárias, se degradam. E por último, como parte de dispositivos eletrônicos como celulares, que hoje em dia são substituídos em uma velocidade impressionante.
 
De acordo com o site ciclovivo.com.br, a pesquisa vem causando polêmica entre a comunidade científica, já que o produto pode apenas transferir, do solo aos corpos d’água, a contaminação por metais pesados e outras substâncias perigosas.
 
 
Fonte: news.illinois.edu / super.abril.com.br / ciclovivo
 
 
 
 
 
 

 
 
 
Environmentally safe electronics that also vanish in the body
 
 
Physicians and environmentalists alike could soon be using a new class of electronic devices: small, robust and high performance, yet also biocompatible and capable of dissolving completely in water – or in bodily fluids.
Researchers at the University of Illinois, in collaboration with Tufts University and Northwestern University, have demonstrated a new type of biodegradable electronics technology that could introduce new design paradigms for medical implants, environmental monitors and consumer devices.
Three application areas appear particularly promising. First are medical implants that perform important diagnostic or therapeutic functions for a useful amount of time and then simply dissolve and resorb in the body. Second are environmental monitors, such as wireless sensors that are dispersed after a chemical spill, that degrade over time to eliminate any ecological impact. Third are consumer electronic systems or sub-components that are compostable, to reduce electronic waste streams generated by devices that are frequently upgraded, such as cellphones or other portable devices.
 
Fonte: news.illinois.edu / super.abril.com.br / ciclovivo
 
 
Imagens: Beckman Institute, University of Illinois and Tufts University
 
 
 
 

5 de dez. de 2013

10 citações inspiradoras de Nelson Mandela


 
 
 
 
Nesta quinta-feira (5) faleceu Nelson Mandela, símbolo da luta pela igualdade racial no mundo. O ex-presidente da África do Sul foi considerado um dos principais responsáveis pelo fim do regime racista do apartheid, que separava brancos de negros entre 1948 a 1993.
Mandela ficou preso durante 27 anos e ganhou o Prêmio Nobel da Paz em 1993, sendo eleito em 1994 o primeiro presidente negro da África do Sul, nas primeiras eleições multirraciais do país.
Como homenagem, separamos 10 citações de Mandela que nos inspiram a seguir lutando por uma sociedade mais justa, com mais respeito, tolerância e paz:
"A educação é a arma mais poderosa que você pode usar para mudar o mundo."
"Não existe revelação mais nítida da alma de uma sociedade do que a forma como esta trata as suas crianças."
"Ninguém nasce odiando outra pessoa pela cor de sua pele, por sua origem ou ainda por sua religião. Para odiar, as pessoas precisam aprender, e se podem aprender a odiar, podem ser ensinadas a amar."
 
"Sonho com o dia em que todos levantar-se-ão e compreenderão que foram feitos para viverem como irmãos."
"Ainda há gente que não sabe, quando se levanta, de onde virá a próxima refeição e há crianças com fome que choram."
"Devemos promover a coragem onde há medo , promover o acordo onde existe conflito, e inspirar esperança onde há desespero."
"Ser pela liberdade não é apenas tirar as correntes de alguém, mas viver de forma que respeite e melhore a liberdade dos outros."
 
"Tudo parece impossível até que seja feito."
"Liberdade parcial não é liberdade."
"A prioridade é sermos honestos conosco. Nunca poderemos ter um impacto na sociedade se não nos mudarmos primeiro. Os grandes pacificadores são todos gente de grande integridade e honestidade mas, também, de humildade."
– Nelson Mandela
 
Fonte: ciclovivo.com.br
Homenagem: Desperdício Zero
 
 
 
 
 

Até 80% do consumo de água nas casas vem das descargas



Você já parou para pensar na descarga dos vasos sanitários da sua casa? Para economizar água, até esse detalhe é importante. Nem todos os tipos de descargas disponíveis no mercado oferecem padrões aceitáveis de economia.
Os números são expressivos: em um prédio comercial, por exemplo, a água consumida nas descargas representa de 50% a 70% do consumo total do edifício. Nas casas, chega a 80% o uso das descargas para remoção de dejetos líquidos.
 
 
 
 
 
 
Nos últimos anos, o mercado brasileiro tem se ajustado à norma NBR 15.097/04, da ABNT, que fixa o consumo máximo de 6 litros de água por descarga para todos os tipos e modelos. No entanto, uma descarga pode chegar a consumir até 15 litros de água, ou seja, mais do que o dobro determinado.
Se você estiver fazendo uma reforma ou construindo um novo imóvel, o ideal é dar preferência a caixas de descarga no lugar das válvulas. Existem ainda bacias sanitárias com sistema "dual" de descarga, que economizam até 40% de água em comparação ao sistema convencional, uma vez que apresentam duas opções de descarga: de 6 ou 3 litros. Outra opção conhecida e aplicada comercialmente são as descargas a vácuo, que consomem 1,5 litros de água por vez. Neste caso, porém, o gasto de energia elétrica é considerável.
O impacto é tão intenso que, em 2009, a ONG SOS Mata Atlântica criou a "Campanha Xixi no Banho", que estimula o hábito para poupar descargas. Você aplica a ação no dia-a-dia?
 
Fonte: Super Interessante - super.abril.com.br
 
 
 
 

4 de dez. de 2013

Entenda a relação entre água e segurança alimentar

 
 
 
 
O dia 22 de março homenageia o elemento que nos dá vida: a água. Com o perdão do clichê, a Terra é, na verdade, o planeta água. E pode existir verdade maior que essa?
O Dia Mundial da Água foi instituído pela ONU (Organização das Nações Unidas) em 1993. Desde então, segundo a ANA (Agência Nacional de Águas), "os países foram convidados a aderir às recomendações da ONU relativas aos recursos hídricos e a concretizar atividades apropriadas ao contexto de cada país".
A gente lembra e comemora, mas a hora também é boa para refletir e conhecer mais sobre o assunto. Afinal, a água não está somente no chuveiro e na torneira. Indiretamente, ela faz parte do processo produtivo de tudo que comemos, usamos, vestimos…
Este ano, o tema escolhido pela ONU para comemorar o dia é Água e Segurança Alimentar.
 
 
 

 
 
 
O que é Segurança Alimentar?

Historicamente, o termo foi utilizado pela primeira vez após a Primeira Guerra Mundial, quando o fornecimento de alimentos poderia ser instrumento de controle de um país sobre outro. Estava ligada, portanto, à capacidade de produção de um país para alimentar seus habitantes, segundo pesquisa do caderno "Segurança Alimentar", da Embrapa.
Ao longo do tempo, outras questões somaram-se ao conceito, como o sistema de produção da comida que comemos, o acesso a alimentos de boa qualidade nutricional, sem componentes químicos que prejudicam a saúde, e o respeito à cultura alimentar dos diferentes povos.
Todas, no entanto, convergem para um ponto: alimentar-se é essencial e um direito básico de qualquer pessoa. "É preciso que se considere o direito humano à alimentação como primordial, que antecede a qualquer outra situação, de natureza política ou econômica, pois é parte componente do direito à própria vida", diz o estudo.
A segurança alimentar depende de um sistema que garanta a produção, distribuição e consumo de alimentos em quantidade e qualidade adequadas, mas que não comprometa a capacidade de alimentar as próximas gerações. "Cresce a importância dessa condição frente aos atritos produzidos por modelos alimentares atuais, que colocam em risco a segurança alimentar no futuro" – os grandes números de desperdício fazem parte desses modelos.
É importante lembrar que a água está intimamente ligada à produção de alimentos. Segundo a ANA, "estatísticas dizem que cada um de nós bebe de 2 a 4 litros de água todos os dias, além da água utilizada para produzir o que comemos: produzir 1 kg de carne por exemplo consume 15 mil litros de água, enquanto 1 kg de trigo consome 1.500 litros".
 
 
 
 

 
Pegada hídrica

O termo pegada hídrica é um indicador da quantidade gasta na fabricação de produtos e consumida pelas pessoas não apenas de forma direta (quando abrimos uma torneira), mas também indireta (quando compramos uma roupa ou tomamos um café).
O termo também vale para países. Na média anual, os norte-americanos têm uma pegada de 2.482 m3, bem cima da média global, que é de 1.243 m3 de do Brasil é de 1.381 m3. No nosso país, 5% vêm do consumo doméstico, em atividades cotidianas. A maior parte (95%) corresponde ao consumo de produtos industriais e agrícolas.
 
 
 
(Imagens: 1. Wikimedia Commons; 2. Getty Images; 3. Lydia Cintra)
Fonte: abril.super.com.br
 
 
 
 
 

Conheça as empresas que testam e as que não testam em animais






Após o escândalo do Instituto Royal e dos testes em cães da raça beagle a discussão sobre testar ou não produtos em animais ganhou força no país
Apesar de serem comuns os testes realizados em diversos tipos de animais, o debate acalorado dividiu a opinião pública e mobilizou ativistas e cientistas. Mas, opiniões à parte, é importante que o consumidor escolha com consciência seu produto ou serviço, de forma alinhada aos seus conceitos e convicções.
Para facilitar esse trabalho, separamos as maiores empresas que se recusam a testar em animais e as que ainda recorrem ao uso dos bichos para experimentar seus produtos.
Empresas que testam produtos em animais
• Johnson & Johnson
• Unilever
• Revlon
• L'Oreal
• Close-Up
• Dolce & Gabbana
• L'Occitane
• M.A.C. Cosmetics
• Mary Kay
• Michael Kors
• Olay
• Shiseido Cosmetics
• P&G
 
Empresas que não testam em animais
• Água de Cheiro
• Bioderm
• Contém 1g
• Davene
• Éh Cosméticos
• Embelleze
• Eudora
• Farmaervas
• Granado
• Impala
• Jequiti
• Koloss
• L'acqua di Fiori
• Leite de Rosas
• Nativa Biocosméticos
• Natura
• O Boticário
• OX
• Quem Disse Berenice?
• Racco
• Vult
• Ypê
 
 
Fonte: consumidormoderno.uol.com.br
Fonte: consumidorconsciente.eco.br
 
 
 
 
 

GOL levanta primeiro voo comercial com biocombustíveis do Brasil



 
 
 
 
Uma das maiores companhias aéreas da América Latina, a GOL Linhas Aéreas Inteligentes realizou o primeiro voo comercial com biocombustíveis do Brasil na última quarta-feira (23). Percorrendo o trajeto que liga São Paulo à Brasília, a aeronave teve 25% de seu tanque abastecido com combustível limpo, elaborado a partir do bagaço de cana de açúcar e de óleos residuais.
Depois de colocar no espaço aéreo brasileiro o primeiro avião cheio de passageiros movido a combustível verde, o objetivo da GOL é realizar outros 200 voos comerciais com biocombustíveis durante a Copa do Mundo, e dar início a uma rota diária em que os aviões sejam abastecidos com bioquerosene renovável.
O Boeing 737 percorreu cerca de 1.170 quilômetros, normalmente, num voo com tempo médio de duas horas, do Aeroporto de Congonhas, na capital paulista, até o Aeroporto de Brasília. De acordo com a companhia aérea, o principal desafio é vencer o alto valor dos insumos sustentáveis, que chegam a custar até quatro vezes mais que a versão convencional. "Os preços ainda são elevados. E precisamos ver como construir uma logística que garanta o fornecimento do biocombustível nos aeroportos", declarou ao Valor Econômico o diretor técnico operacional da GOL, Pedro Scorza.
Voos experimentais com biocombustíveis já haviam sido realizados anteriormente no Brasil, organizados pela TAM e pela Azul – entretanto, nenhum deles carregava passageiros em seu interior. Em agosto deste ano, o CicloVivo foi convidado para o primeiro voo comercial movido a biocombustível da Colombia, ligando a capital, Bogotá, à cidade de Cali.
Um dos incentivos para a produção de biocombustíveis é a meta ambiental a que o setor aéreo se comprometeu: até 2050, as companhias de aviação precisarão reduzir em 50% as emissões de gases efeito estufa em relação ao patamar de 2005. Atualmente, 2% das emissões de gás carbônico no mundo são registradas nas viagens de avião.
 
Fonte: ciclovivo.com.br
 
 
 
 

6 benefícios do uso do vidro como embalagem

 
 
 
 
 
A embalagem de vidro é a única feita com material puro e mantém intocadas as características de sabor, pureza e qualidade de tudo que é armazenado nela. Ele tem todas estas vantagens em relação a outros materiais, além de ser 100% reciclável e poder ser reaproveitado na decoração (veja aqui).
A ABIVIFRO criou a campanha 'Vidro. Use certo. Use sempre', sobre atributos do vidro e utilização correta das embalagens desse material. O CicloVivo separou seis benefícios do uso deste material como embalagem:
1- O vidro é o único material 100% reciclável e pode ser reutilizado inúmeras vezes, reduzindo impacto no meio ambiente.
2- Por não interagir com o produto, as bebidas e os alimentos colocados em recipientes de vidro podem ser aquecidos e refrigerados sem riscos de contaminação;
3- Alimentos e bebidas acondicionados no vidro necessitam de menos conservantes e estabilizantes;
4- O vidro mantém inalterados o sabor e a qualidade dos alimentos e bebidas ingeridos, preservando também a saúde do consumidor em produtos cosméticos e farmacêuticos;
5- O vidro é o material mais indicado para armazenar os alimentos de bebês e crianças, como papinhas, leite (mamadeiras de vidro) e sucos, pois não libera disruptores endócrinos, tais como bisfenois e ftalatos, extremamente prejudiciais à sua saúde.
6- Diversos frascos de vidro podem ser encaminhados para Bancos de Leite Humano do país, já que é a única embalagem utilizada para o acondicionamento de leite humano. O frasco precisa ter uma boca larga e tampa de plástico, como por exemplo: embalagens de café solúvel, maionese entre outras. Os potes de vidro são esterilizados pelo banco de leite materno e encaminhado às mamães doadoras que irão utilizar os potes de vidro para um armazenamento seguro.
 
 
 
 
 
 
Cuidados:
O vidro, quando quebrado, deve ser embrulhado em jornal ou outro material que proteja a pessoa que irá manuseá-lo e descartado separadamente do lixo comum. Já o vidro inteiro, pode ser encaminhado para coleta seletiva ou a qualquer posto de entrega voluntária.
Bebidas gaseificadas em vidro, assim como ocorre com outras embalagens, não podem ser deixadas no congelador. A pressão do gás pode estourar a garrafa se o líquido congelar dentro dela. Não se deve utilizar objetos cortantes para abrir qualquer embalagem. Crianças devem manusear o vidro, sempre supervisionadas por um adulto.
 
Fonte: ciclovivo.com.br
Foto: Divulgação / Abividro
 
 
 

3 de dez. de 2013

Radioatividade de Fukushima contamina atuns nos EUA



 
 
 
 
Passados mais de dois anos após o acidente nuclear em Fukushima, os efeitos do desastre vêm sendo observados até mesmo do outro lado do Pacífico: recentemente, muitos atuns encontrados na costa da Califórnia, nos EUA, têm apresentado altos níveis de contaminação por radioatividade. A situação já havia ocorrido anteriormente, mas se repete toda vez que há ocorrência de tempestades e intempéries no mar.
Os peixes foram encontrados concentrando o elemento radioativo césio-134, oriundo da usina nuclear, mas a maioria dos especialistas afirma que não há motivos para alarde quando o assunto é a alimentação.
A minoria dos atuns comercializados nos estabelecimentos norte-americanos é proveniente de águas japonesas – 70% são importados da América Central, enquanto os demais 30% são produzidos nacionalmente, em Boston e Louisiana.
No início de outubro, pesquisadores norte-americanos realizaram testes em 50 atuns capturados na costa da Califórnia, dos quais 33 contavam com a presença de césio-134, imediatamente atribuída ao acidente em Fukushima. Para Timothy J. Jorgensen, diretor em Medicina e Radiação da Universidade de Georgetown, os "atuns radioativos" não oferecem perigo aos consumidores.
"Quando o atum migra através do oceano, os índices de radioatividade que podem ter sido adquiridos nas águas costeiras de Fukushima diminuem consideravelmente", explicou Jorgensen ao jornal norte-americano Tampa Bay Times.
Contrariando às manifestações de ativistas, especialistas argumentaram que há outros alimentos que emitem níveis de radiações imensuráveis, independentemente do acidente nuclear em Fukushima, e que, mesmo se o índice de césio-134 se elevar na faixa litorânea japonesa, os consumidores do peixe não correm perigo.
O atum é um dos peixes mais apreciados no mundo inteiro, no entanto, o gigante da água salgada aparece na lista dos animais que mais correm risco de extinção no habitat marinho, devido à pesca excessiva e outros fatores.
 
Redação CicloVivo
Fonte: ciclovivo.com.br

 
 

10 produtos que se tornaram mais sustentáveis por influência do mercado








O Programa Sustentabilidade de Ponta a Ponta do Walmart Brasil influenciou18 grandes empresas a desenvolverem produtos mais inovadores e com diferenciais em sustentabilidade. Em sua 3ª edição, eles reavaliaram o ciclo de vida de produtos líderes de mercado com o objetivo de apresentar uma opção com menor impacto ambiental e com preços mais acessíveis. Os novos produtos integram desde categorias de alimentos até itens de perfumaria, higiene e limpeza.
"Quando uma empresa como o Walmart convida seus fornecedores a buscar soluções mais sustentáveis em sua cadeia de valor, a realizar uma analise criteriosa do ciclo de vida de produtos líderes na relação com os consumidores, isso se transforma em uma semente que possivelmente dará frutos por muito tempo e que é capaz de contaminar com seus benefícios todos os elos que unem a iniciativa, seja dentro da própria empresa ou entre seus fornecedores", afirma Eloisa Garcia, gerente do CETEA, órgão responsável pela auditoria do processo.
Para esses itens, o Walmart oferece a garantia de compra, maior visibilidade e exposição diferenciada no ponto de venda, além de divulgação destacada em material promocional específico para os clientes. "Uma empresa que mantém mais de 50 mil itens em suas gôndolas, que negocia regularmente com milhares de fornecedores e se relaciona diariamente com cerca de um milhão de clientes em todo o país, não pode ignorar sua responsabilidade em estimular iniciativas mais sustentáveis em sua cadeia de valor", afirma o presidente do Walmart Brasil, Guilherme Loureiro.
Fonte: ciclovivo.com.br

Mundo: uma imensa lixeira em breve?







 
Em tempos de final de ano – e de Black Friday –, uma notícia para ler e pensar antes de sair comprando desembestadamente: a conceituada revista Nature acaba de publicar estudo apontando que até 2100 a humanidade chegará ao pico da produção de lixo, caso continuemos nessa toada de consumo.
Para chegar a essa conclusão os autores do artigo, todos pesquisadores e especialistas no assunto, fizeram muitas contas. Concluíram que nossa progressão aritmética de geração de rejeitos está assim: em 1900 todo o planeta produzia menos de 300 mil toneladas de lixo por dia. Em geral eram artigos domésticos quebrados, restos de comida e embalagens. Tudo descartado pelos 220 milhões de pessoas que, à época, moravam em regiões urbanizadas, 13% da população mundial.
Cem anos depois esses números saltaram para três milhões de toneladas de resíduos sólidos diários, gerados por 2,9 bilhões de moradores das cidades, ou 49% da população mundial. Em 2025, ou seja, daqui a apenas doze anos, deixaremos nas calçadas todos os dias para o caminhão de coleta levar o dobro: seis milhões de toneladas. Pelos cálculos dos pesquisadores, uma quantidade suficiente para abarrotar caminhões que, se colocados em fila, chegariam a 5 000 quilômetros. Por dia!
As contas seguem e revelam que esses números aumentarão muito mais até 2050, quando seremos 9 bilhões de pessoas. A quantidade colossal de rejeitos poderá diminuir lentamente caso a ciência e as novas tecnologias consigam produzir artigos cotidianos menores, mais leves, mais eficientes. Caso contrário, atingiremos o ápice de produção de lixo em 2100, com números serão em torno de 11 milhões de toneladas geradas diariamente.
O artigo diz ainda que os maiores produtores de lixo são os 34 países que compõem a Organização pata a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE). Os cidadãos desses países produzem o próprio peso em lixo por mês. A OCDE representa as nações com os maiores PIBs e índices de desenvolvimento urbano do planeta, onde ainda não estão incluídos os países em desenvolvimento como Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul.
Todavia, os autores alertam que esses países em desenvolvimento também produzirão mais lixo. Quanto mais crescem economicamente, mais consomem e as consequências são mais importações, embalagens, resíduos eletrônicos, brinquedos e eletrodomésticos quebrados.
Na mesma linha de raciocínio está outro estudo, este da Associação Internacional de Resíduos Sólidos (sigla em inglês Iswa), revelado essa semana pelo jornal O Estado de S. Paulo com exclusividade. Ele dá conta de que metade da população do planeta ainda não tem nenhuma forma de coleta de lixo. Essas pessoas residem em regiões da América Latina, África e sudeste asiático. Isto significa menos resíduos que deixam de ser reciclados, mais problemas ambientais e de saúde. Seria necessário um investimento de US$ 40 bilhões para resolver o problema, segundo a Iswa.
A propósito desse assunto que sempre incomoda – mas do qual não podemos nos esquivar – a revista National Geographic Brasil preparou uma edição especial Resíduos Sólidos, que chegará às bancas de todo o país até o final de dezembro. A publicação está imperdível. Traz uma reportagem esclarecedora sobre a nova Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS), uma entrevista com o professor de Economia da USP, Ricardo Abramovay, autor do estudo Lixo Zero, publicado em versão digital pelo Planeta Sustentável, além de artigos de especialistas e um retrato do problema dos milhões de carros velhos que deveriam ser reciclados, mas estão abandonados nas grandes cidades brasileiras.
 
Imagem – Creative Commons
Fonte: Planetasustentavel.abril.com
 
 

2 de dez. de 2013

Como e por que evitar o desperdício de comida

Um terço de toda a comida produzida no mundo vai para o lixo. Há perdas no campo, no transporte, no armazenamento e no processo culinário. Por outro lado, 870 milhões de pessoas vivem na insegurança alimentar. Todos os dias, uma de cada oito vai dormir com fome. Reduzir o desperdício pode mudar essa equação, porque o problema da fome não é a falta de alimento. É a falta de gestão pública e privada. Cada um pode fazer sua parte para uma balança mais justa.
 
 
 
 
 
 
 
Os brasileiros desperdiçam comida. Muita comida. Metade de tudo que é produzido. Estados Unidos, Europa, países ricos em geral, não ficam muito atrás. Nem os mais pobres. Na média mundial, segundo estimativa da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO), um terço dos alimentos se perde. A diferença é que, nos países pobres, o problema acontece no início da cadeia produtiva, por falta de tecnologia e dificuldades no armazenamento e no transporte. Já nos países ricos, a situação se agrava nos supermercados e na casa do consumidor, acostumado a comprar mais do que precisa. "O Brasil sofre nas duas pontas, porque tem tanto aspectos de países ricos quanto de países pobres. Daí a perda ser maior. Ocorre desde a colheita, passando pelo manuseio, transporte, central de abastecimento, indústria, supermercado e consumidor", detalha Helio Mattar, presidente do Instituto Akatu - Pelo Consumo Consciente.
 
 
 
 


Dados da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) contabilizam em 10% o desperdício das frutas e hortaliças ainda no campo e indicam que a maior perda está no transporte: 50%. Mas, se o alimento chega machucado, aí é motivo de mais descarte. No Brasil, 58% do lixo é de comida. "O planeta produz o suficiente para alimentar 12 bilhões de pessoas, mas quase 900 milhões vivem em insegurança alimentar - comem num dia e no outro não. Como acabar com isso? Reduzindo o desperdício", defende o presidente do Akatu. "Se metade do que é perdido deixasse de ser, teríamos o dobro de alimento nas gôndolas e o preço cairia. E mais pessoas teriam acesso."

Os números são eloquentes e escandalosos, embora fiquem camuflados por causa de velhos hábitos de consumo. Nacionalmente, fazem parte desse desperdício, por exemplo, um volume de talos e cascas que não são usados (e poderiam ser), folhas e frutas machucadas e sobras de pão, café, arroz e feijão.

Há uma gênese cultural para tanto. "O brasileiro sempre teve mesa farta pelo fato de viver num país tropical, onde tudo dá. E não está acostumado a aproveitar integralmente o alimento. Veja se em Portugal se jogam fora as vísceras do porco? Ou a cabeça do bacalhau?", protesta Carlos Dória, do Centro de Cultura Culinária Câmara Cascudo, em São Paulo. O estudioso da alimentação se lembra dos peixes e caramujos desprezados no Ceagesp simplesmente por falta de mercado - a população não os considera comestíveis. "O chef Alex Atala fez um menu interessante com esse ‘refugo’ e provou que o menosprezo é fruto de muito preconceito na cozinha", diz. Ou seja, dá para avançar mais em busca do equilíbrio dessa balança. O Instituto Akatu oferece até um incentivo econômico. Com base em dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), os pesquisadores da ONG fizeram a seguinte conta: uma família média brasileira gasta 478 reais mensais para comprar comida. Se o desperdício de 20% de alimentos deixasse de existir em casa, 90 reais deixariam de ir para o ralo. Guardando esses 90 reais todos os meses, depois de 70 anos (expectativa média de vida) a família teria uma poupança de 1,1 milhão de reais.

"Precisamos planejar melhor o cardápio, só comprar o necessário, não nos deixar levar pelas ofertas, cozinhar integralmente os alimentos. E ter uma nutrição adequada. O sobrepeso é outra forma de desperdício", aponta Mattar. De acordo com o Ministério da Saúde, 50% da população nacional está acima do peso. Nos EUA, 70%.
 
 
Fonte: planetasustentavel.abril.com.br
 

Estudo aponta 12 substâncias que envenam nosso cotidiano - Parte III

 
 
 
 
 
 
PESTICIDAS ORGANOFOSFORADOS

Organofosfatos são um dos pesticidas mais comumente utilizados na produção de frutas e vegetais. Estudos associam seu uso à redução na produção de testosterona e na interrupção do processo eletroquímico que os nervos utilizam para se comunicar uns com os outros e também com os músculos.
 
 
 
 
 
ÉTERES DE GLICOL

Éteres de glicol são solventes comuns em tintas, produtos de limpeza, cosméticos e fluidos de freios. Segundo a pesquisa do Environmental Working Group, ratos expostos a esses produtos químicos durante experimentos apresentaram redução dos testículos e da produção de espermatozoides. A União Europeia diz que alguns destes produtos químicos "podem prejudicar a fertilidade ou o feto".
 
 
 
 
 
VENENOS OCULTOS

Artigos comuns do dia-a-dia, como uma panela de teflon ou um simples copo de plástico descartável, podem conter substâncias em sua composição capazes não apenas de poluir o meio ambiente, mas de levar os hormônios do corpo humano à loucura. É o que aponta um estudo publicado pelo Environmental Working Group, entidade americana especializada em saúde ambiental.

No centro da pesquisa estão os chamados disruptores endócrinos, substâncias que agem como hormônios no sistema endócrino e causam alterações na função fisiológica, podendo, por exemplo, induzir ou inibir a produção de um certo hormônio. Confira os 12 dos piores desreguladores hormonais, segundo o estudo.
 
 
Fonte: planetasustentavel.abril.com.br
 
 

A reinvenção do fogo

Para resolver a crise global de energia e evitar que o clima destrua nossa civilização, a humanidade precisa de uma nova revolução.
 
 
 
 
 
Foi o fogo que nos fez humanos. Quando o homem pré-histórico dominou a chama, conquistou uma fonte de energia que permitiu cozinhar a comida, aumentando a ingestão de nutrientes e tornando possível um cérebro tão potente.

Milênios depois, foram os combustíveis fósseis que nos fizeram modernos. A queima de carvão e petróleo tornou disponível à nossa espécie uma quantidade mastodôntica de energia, o que inaugurou a civilização industrial – e possibilitou os carros, as fábricas, os aviões, a globalização, a internet.

Agora, à beira de uma crise ambiental que ameaça destruir nossas cidades, nossas plantações e nossa economia, o homem precisa de uma terceira revolução. "Precisamos reinventar o fogo", diz o físico Amory Lovins, considerado pela revista Time uma das 100 pessoas mais influentes do planeta.

"É um absurdo que, no século 21, 80% da energia consumida ainda seja gerada com a queima de pântano decomposto", disse Lovins numa palestra. Soa mesmo pré-histórico: iPads movidos a carvão queimado. Assim, sufocamos a Terra com uma nuvem de fumaça e fuligem.

A crise de energia que enfrentamos na verdade são duas. De um lado, a energia que usamos para transporte, que move carros, caminhões e aviões. Do outro, aquela que produzimos em usinas e serve para abastecer casas e fábricas, e para iluminar ruas. Cada um desses problemas parece impossível de resolver. Lovins acha que a solução é juntar os dois. "O problema da energia é mais fácil de resolver junto que separado", diz.

Ao mesmo tempo em que mudamos o combustível dos carros, tornando-os elétricos, precisamos mudar a matriz energética do mundo, trocando o óleo e o carvão por sol, vento e gás gerado pela queima de lixo. Resolver um sem o outro não adiantaria. Carros elétricos não servirão para nada se a energia que eles puxam da rede continuar provindo de pântano queimado. E serão as baterias dos carros, plugados na rede, que armazenarão a energia solar e eólica para os dias nublados e sem vento.

Lovins tem um plano para aposentar carvão e petróleo até 2050. "Será uma das transições mais importantes da história, rumo a um novo modelo de civilização, com energia de fontes gratuitas e inesgotáveis". Uma revolução tão grande quanto a descoberta do fogo. Veja algumas ideias que irão alimentar essa revolução
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Fonte: planetasustentavel.abril.com.br